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Archive for the ‘Fotografia’ Category

Além da beleza da fotografia tradicional, José Medina nos deixou em seu acervo uma coleção de fotografias estereoscópicas, produzidas por ele na década de 1930.

A fotografia estereoscópica é formada por imagens iguais, que se repetem em dois quadros e quando as vemos, através do estereoscópio, elas se fundem e nos passam a impressão de uma imagem em 3 dimensões.

É fascinante.

Segundo a Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais, a fotografia estereoscópica foi desenvolvida pelo inglês David Brewster (1781-1868), amigo do fotógrafo William Henry Fox Talbot (1800-1877), em 1849, a partir dos estudos de visão binocular desenvolvidos no passado pelos italianos Giovanni Battista della Porta (1542-1597) e Leonardo da Vinci (1452-1519). A fotografia estereoscópica só foi comercializada, no entanto, a partir de 1851, consistindo em pares de fotografias retratando uma mesma cena que, vistos simultaneamente num visor binocular apropriado, produzem a ilusão da tridimensionalidade. Este efeito era conseguido porque as fotografias eram tiradas ao mesmo tempo com uma câmara de objetivas gêmeas, tendo os centros das objetivas separados entre si por cera de 6,3 cm – a distância média que separa os olhos humanos.

A ânsia em gerar imagens tridimensionais veio a culminar nos tempos atuais na invenção da holografia, mas teve na fotografia estereoscópica seu primeiro exemplo, que conheceu enorme popularidade durante as décadas de 1860 e 1870, quando imagens deste tipo eram produzidas aos milhares para atender à demanda sempre crescente dos colecionadores apaixonados. Diversos suportes, opacos ou transparentes, foram empregados para a produção de fotografias estereoscópicas, desde a daguerreotipia, a ambrotipia, a calotipia, as fotografias sobre papel albuminado ou de gelatina, bem como as transparências coloridas dos autochromes dos irmãos Lumière, precursoras dos modernos slides.

Vejam exemplos abaixo, inclusive do equipamento utilizado por Medina.

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José Medina, em crônica publicada no Jornal de São Paulo, na década de 1940, fala sobre os direitos dos criadores de argumentos para rádio e comenta o uso de pseudônimos pelos críticos.

Aproveitem a leitura!

Radiofonização

 Há dias um amigo aconselhou-me a usar um pseudônimo nestas crônicas de rádio.

– Por quê? Perguntei.

– Porque você pode atacar e criticar sem necessidade de revelar o seu verdadeiro nome. 

Refleti o conselho por várias razões, dentre elas duas que me parecem essenciais. A primeira é que considero deselegante atacar quem quer que seja oculto no quase anonimato de um pseudônimo. E segundo que sempre tive por princípio apontar qualidades com o propósito de estimular e encorajar, ao invés de descobrir defeitos para censurar e estabelecer polêmicas que geralmente trazem aborrecimentos, sem contudo corrigir erros. Não obstante há erros que precisam ser apontados, quando menos seja, para salvaguardar a conduta honesta daqueles que agem de conformidade com a ética e os sãos princípios profissionais.

Quero fazer referência à radiofonização de contos, romances e histórias. Pois se é justo que se diga, que há radiofonizadores conscientes de suas responsabilidades, que fazem anunciar os seus trabalhos mencionando que se trata de uma radiofonização de tal ou qual romance, deste ou daquele autor, há outros que não têm dúvidas em proclamar-se autores do argumento. Tais indivíduos, não sei se devo classificá-los como inconscientes ou megalômanos. Em qualquer das hipóteses é um atentado contra os legítimos direitos daqueles que criaram o original.

Sou de parecer que deveria ser criado um departamento que controlasse e proibisse tais abusos, mesmo porque saber radiofonizar um argumento, adaptando-o inteligentemente para o microfone, é uma arte quase tão difícil como a redação do argumento original. E nada tem de pejorativo para o radiofonizador a divulgação do nome do legítimo autor da peça. Além do mais, deve ser revoltante e sumamente desagradável para o autor, ouvir a irradiação de um trabalho seu, e para o qual queimou as pestanas, ao sentir-se lesado em seus legítimos direitos

 José Medina

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Musa Inspiradora

Todo bom fotógrafo precisa de uma musa inspiradora.

Vejam abaixo algumas  fotos de Tosca Dal Cendio Medina, esposa do artista.

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Fotografia

A paixão revelada através das imagens.

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