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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

O programa “Você é Curioso?”, da Rádio Bandeirantes, apresenta o quadro Interferência no primeiro sábado de cada mês. Por três vezes, foram interpretadas peças de autoria de José Medina a partir de adaptação de seus roteiros originais. Confira os áudios.

Dia 06/09/2014 foi a vez da peça “O homem mais feio do mundo“, nas vozes de  Marcelo Abud, Marcelo Duarte, Silvania Alves, Vera da Cunha Pasqualin, Sérgio Miranda e Warde Marx.

Já no dia 05/10/2013, foi interpretado o texto “Cinco Minutos“. No mesmo programa, foi apresentada entrevista sobre a pesquisa de mestrado que está sendo feita por Vera da Cunha Pasqualin sobre a obra de Medina.

Em 19/04/2013 foi feita uma homenagem a Lygia Fagundes Telles através da peça “Praia Viva“, adaptada e dirigida por Medina a partir do texto desta grande representante da literatura brasileira.

Vale a pena conferir sempre o que o professor Marcelo Abud anda fazendo no seu blog Peças Raras.

 

Cast do programa de 06/09/2014

Gravação do programa de 05/10/2013

 

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Prêmios e homenagens

A partir da década de 60, o talento e a importância de José Medina foram reconhecidos. Prêmios, homenagens e pedidos de entrevistas de estudantes e jornalistas, viraram uma constante em sua vida.

Seus filmes foram exibidos nos festivais de cinema de Cannes e Punta del Este.

Em 1973, aos 80 anos, recebeu o Grande Prêmio da Crítica (na área de Cinema) da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), por sua atuação e relevância no cinema brasileiro. A cerimônia teve lugar no MASP. Ao receber o prêmio, Medina disse: “Em mais de cinqüenta anos de carreira, este é o primeiro prêmio que recebo. Por isso estou muito contente.”

Em 1977, foi homenageado no X Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. José Medina esteve presente, e foi projetado seu filme “Fragmentos da Vida”.

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“Sejam felizes! Sejam felizes se quiserem realizar no mundo alguma cousa que mereça a pena! A felicidade é praticamente uma simples questão de boa vontade. A vida é sempre a mesma para todas as creaturas humanas. Para todos existem auroras claras e radiantes, crepúsculos cinzentos e noites negras. Tudo se resume em fechar os olhos quanto anoitece e abri-los quando o sol desponta no horizonte para brilhar e acalentar.”

 

 

Comemoramos a vida transcrevendo este pequeno trecho de um conto escrito por José Medina na década de 1940.

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Nesta semana a Cinemateca Brasileira promoverá a V edição da JORNADA BRASILEIRA DE CINEMA SILENCIOSO. Este evento é dedicado aos filmes produzidos a partir do final do século XIX, até aproximadamente 1930, quando a chegada do som modificou os rumos da arte cinematográfica.

Esta edição privilegiará o cinema silencioso da Itália, que teve seu início em 1910. Gilberto Rossi, cineasta que se associou a José Medina, será homenageado com a projeção de seus filmes (Exemplo Regenerador e Fragmentos da Vida), e de diversas edições do Rossi Actualidades, e Rossi Films.

No dia 11/08/2011, a apresentação será às 21h00, na sala Cinemateca BNDES, com música ao vivo executada pela pianista Anna Claudia Agazzi, bisneta de Gilberto Rossi. Será uma apresentação nos moldes daquelas realizadas no início do século XX: filme mudo e música ao vivo.

No dia 13/08/2011, a apresentação terá lugar às 20h00, na sala Cinemateca Petrobras, mas sem acompanhamento musical.

Exemplo Regenerador foi a primeira experiência da dupla Medina/Rossi. Rossi atuou como cinegrafista e Medina criou e dirigiu o filme. Esta película de curta-metragem (pouco mais de 7 minutos) levou três dias entre criação do roteiro, produção, filmagem e finalização. A Rossi Film conseguiu exibir este seu primeiro filme em salas da capital paulista, em 1919.

Sinopse: Um marido farrista deixa a esposa sozinha em casa no dia do aniversário de casamento. O criado, condoído com a tristeza da esposa, imagina um plano para ajudá-la a reconquistar o marido: esposa e criado fingem um adultério, e através de um bilhete anônimo, denunciam a suposta traição da esposa. O marido, louco de ciúmes, ouve do criado a crua verdade.

Fragmentos da Vida teve sua primeira exibição na sala vermelha do Cine “Odeon”, em 1929. Esta obra foi baseada no conto “Soap”, de O. Henry, que serviu posteriormente como inspiração para o filme “Páginas da vida” (O. Henry’s Full House), interpretado em 1952 por Marilyn Monroe e Charles Laughton. Como curiosidade: este filme teve um custo de 28 contos de réis, rendeu 100 contos de réis, e permaneceu três semanas em cartaz, caso raríssimo na época.

Sinopse: Na construção de uma São Paulo que “crescia desafiando as nuvens”, um trabalhador cai de um andaime e, à beira da morte, pede ao filho que trilhe o caminho da “honestidade, do trabalho e da honradez”. O filho, no entanto, prefere se tornar um vagabundo, e tudo faz para tornar-se presidiário e com isso garantir meios de sobrevivência. A ação é, involuntariamente, impedida pelos outros. Quando finalmente decide “tornar-se digno pelo trabalho”, o vagabundo cai nas mãos da polícia e é preso sob falsa acusação de roubo.

Rossi Actualidades n.126 – Um Sarau no Paço de São Cristóvão – (1926) Apresentação da peça “Um sarau no Paço de São Cristóvão” no Teatro Municipal em espetáculo beneficente organizado pela Liga das Senhoras Católicas

Batismo de Carmencita, 25 de junho de 1921 (título atribuído), de São Paulo Natural Film e Rossi e Cia. Um dos assuntos de um cinejornal. Cerimônia de batismo do bebê Carmencita Silveira: padre, familiares, padrinhos e amigos na igreja e na residência dos pais.

Chegada do aviador De Pinedo a Santo Amaro (título atribuído), de Rossi Film – São Paulo, 1927. O Marquês De Pinedo desce no lago de Santo Amaro em seu hidroavião “Santa Maria” e é recebido por grande número de populares às margens do lago. De Pinedo é aclamado na frente do Esplanada Hotel entre personalidades e é escoltado por cavalarianos e guardas em meio a populares.

Fazenda da Onça (título atribuído), de Rossi Film – São Paulo, 1920. Aspectos da Fazenda da Onça. O setor de equinos, a potranca Fusaca e o burro Estudante. Um grupo de peões a cavalo. Uma senhora é destacada pela câmara (provavelmente a proprietária da fazenda). Família posa na escadaria do casarão. Homem ensaca café para iniciar os processos de lavagem e secagem.

Força Pública do Estado de São Paulo (título atribuído), de Rossi Film – São Paulo, 1925-1930. Essa antologia de reportagens sobre atividades da Força Pública, retiradas de diferentes edições do Rossi Actualidades,preparada pela própria Rossi Film (que colocou seu logotipo no início e no final da coletânea), nos permite observar o excelente trabalho fotográfico dos cinegrafistas da produtora, tendo à frente Gilberto Rossi. Um registro de diversos locais da cidade de São Paulo: o sítio do Barro Branco, onde ficava a sede da corporação; o centro histórico; o palácio do Governo ainda junto ao Pátio do Colégio; a Estação da Luz. Uma evidente contenção muito paulista perpassa essa série de cerimônias em que autoridades civis, militares e eclesiásticas se confraternizam.

Na seção “Cinema” há mais informações sobre a atuação da dupla Rossi/Medina. Para saber mais sobre a programação da Jornada, visite o site da Cinemateca Brasieleira.

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Abrindo o baú

Figura carismática, José Medina encantou a todos que viveram a sua volta não apenas pelo seu talento na área cultural, mas também pela sua alegria de viver.

Seus filhos guardam preciosas recordações sobre a sua produção e fizeram o belo trabalho de passar este conhecimento aos netos e bisnetos.

Desde criança, convivi com as histórias de família que envolviam meu bisavô a quem chamávamos de “Vovô José”, e certa tarde, conversando com a “Vovó Celi” (Araceli Medina Pasqualin), uma de suas filhas, tomei uma decisão que iria dar um novo rumo a minha carreira: decidi estudar para difundir a obra de José Medina.

Foi então que minha jornada começou. Alinhavei as histórias familiares, compilei documentos e descobri que o setor cultural tinha uma grande admiração pelo talento artístico do meu bisavô, porém ainda com muita timidez na sua divulgação.

Prova da importância de José Medina no setor cultural, foi o apoio concedido a mim pela Secretaria Estadual de Cultura – SP, para que fosse criado este site.

Hoje, minha mãe, parceira e sócia, Margarida Cunha Pasqualin, é fundamental como apoio sentimental, pesquisa e formatação deste conteúdo que esperamos que agrade e possa contribuir para o enriquecimento de informações.

Precisamos preservar a memória deste artista tão importante no nosso cenário cultural. Sua vida e obra merecem ser difundidas, para que as futuras gerações possam aprender com seus exemplos.

– Vera da Cunha Pasqualin

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